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Uso de álcool é o fator mais relevante para o desenvolvimento da demência, sugere mais abrangente es

  • muralescolar
  • 6 de mar. de 2018
  • 2 min de leitura

Distúrbios relacionados ao uso do álcool são o fator de risco mais relevante para o começo de todos os tipos de demência, em especial a demência precoce. A constatação vem de um estudo de observação nacional publicado na revista The Lancet Public Health, feito com mais de um milhão de adultos diagnosticados com demência na França.Esse estudo focou nos efeitos dos transtornos relacionados ao uso do álcool, e incluiu pessoas que foram diagnosticadas com transtornos mentais e comportamentais ou com doenças crônicas que podiam ser atribuídas ao uso prejudicial e crônico do álcool.Mais de 57.000 casos da demência precoce (antes dos 65 anos), que compreendiam a maioria (57%) das pessoas estudadas, faziam uso prejudicial e crônico do álcool.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o indivíduo que faz uso pesado e crônico do álcool como aquele que consome mais de 60 gramas de álcool puro por dia para os homens e 40 gramas por dia para as mulheres.

Como resultado da grande associação encontrada, os autores sugerem que intervenções breves para as pessoas que bebem muito e o tratamento para transtornos relacionados ao álcool deveriam ser implementados para reduzir a carga atribuída ao álcool em relação à demência.


“A descoberta indica que beber muito ou possuir transtornos relacionados ao uso do álcool são os maiores fatores de risco para a demência, especialmente para as variedades da doença que começam antes da idade de 65 anos, e que levam a mortes prematuras,” diz o Dr. Jurgen Rehm, um dos autores do estudo e diretor do Centro de Estudos sobre Vício e Saúde Mental de Toronto (CAMH). “O dano cerebral e a demência causados pelo álcool podem ser prevenidos, as medidas preventivas e políticas efetivas conhecidas podem diminuir a morte prematura decorrente da demência.”


Rehm aponta para o fato de que, em média, transtornos do uso do álcool diminuem a expectativa de vida em mais de 20 anos, e a demência é uma das principais causas da morte dessas pessoas.


Na pesquisa notou-se uma diferença entre os gêneros em relação à demência precoce. Enquanto a maioria geral dos pacientes com demência eram mulheres, pelo menos dois terços dos pacientes com demência precoce (64,9%) eram homens.


Os transtornos do uso do álcool também foram associados a todos os outros fatores de risco relacionados ao início da demência, como tabagismo, pressão alta, diabetes, menor escolaridade, depressão, perda da audição, entre outros fatores. Isso sugere que os transtornos do uso do álcool podem contribuir de muitas formas para as chances de se ter demência.


“Como psiquiatra geriátrico, eu vejo frequentemente os efeitos dos transtornos do uso do álcool na demência. Infelizmente, isso ocorre quando pode ser tarde demais para intervenções para tratar o vício possa, melhorar a cognição,” diz o vice-presidente de pesquisa do CAMH, Bruce Pollock. “O rastreamento dos casos, a redução do consumo problemático e a implantação de tratamentos para os transtornos do uso do álcool são coisas que deveriam aparecer muito mais cedo nos cuidados primários médicos.” Os autores também notaram que apenas os casos mais severos dos transtornos do uso do álcool - aqueles que envolvem hospitalização - foram incluídos no estudo. Isso pode significar que, por causa do estigma em se reportar transtornos relacionados ao uso de álcool, a associação entre alcoólatras crônicos e a demência pode ser ainda maior.


Fonte: Revista Scientific Brasil https://www2.uol.com.br/sciam/noticias/uso_de_alcool_e_o_fator_mais_relevante_para_o_desenvolvimento_da_demencia_sugere_mais_abrangente_estudo_ja_feito_sobre_o_tema.html





 
 
 

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