Apresentamos a você, Paciêncio!
- muralescolar
- 3 de fev. de 2017
- 3 min de leitura

Este é o Paciêncio.
O Paciêncio nos ensina que nem tudo acontece na hora em que gostaríamos.
Considerada uma das sete virtudes da humanidade, a paciência é uma boa arma para enfrentar a rotina alucinada. O problema é que, embora a gente saiba muito bem o que ela significa, muitas vezes não conseguimos colocá-la em prática. Nem quando contamos até 10.
Quem tem paciência pode viver mais e melhor, afinal, é capaz de enfrentar problemas de forma mais consciente e clara e não se deixa abater por qualquer imprevisto. Também consegue ter maior tolerância nos relacionamentos afetivos e falar menos bobagem (pois pensa antes de dizer alguma coisa que possa ofender).
– A paciência é a ciência da paz. Autocontrole, autoconhecimento e equilíbrio emocional são processos que requerem um investimento pessoal – afirma a psiquiatra Carmen Baldisserotto.
Investimento pessoal que também exige paciência, pois a paz interior não vem de mão beijada. Tornar-se uma pessoa mais tranquila depende, sobretudo, de dedicar tempo para si mesmo, para pensar na vida, para ficar em silêncio, para meditar. Mas quem se importa com isso quando as horas do dia são insuficientes para realizar todas as tarefas?
Perder a paciência em algumas situações pode ser algo compreensível. O caso se torna crítico quando acontecimentos comuns do cotidiano são suficientes para a pessoa explodir. O estresse e a mudança de humor não surgem apenas com problemas graves, como uma separação, uma doença ou um vício.
A paciência é colocada em prova com coisas bem pequenas do dia a dia. Os ataques de nervos estão cada vez mais comuns e, dependendo da pessoa, chegam a um ponto que o impaciente perde até a vergonha de ser grosseiro. Xingar pedestres na rua, entrar em uma luta corporal com quem roubou a vaga no estacionamento, surtar ao ver uma fila, fazer um escândalo quando o garçom demora a atender o pedido e ter um chilique se os últimos palitos da caixa de fósforos quebraram durante as tentativas de acender o fogão são sintomas de que algo não vai bem.
Para a terapeuta floral Fátima Perurena, a impaciência é um reflexo dos tempos em que estamos vivendo. O ritmo acelerado da vida faz com que a nossa saúde mental fique em segundo plano.
– As pessoas não conseguem mais se ouvir. Elas chegam em casa e ligam o rádio e a TV ao mesmo tempo e não param quietas nunca. Estão sempre no piloto automático e, assim, fica difícil se autoconhecer – lamenta.
Não há uma fórmula pronta para aprender a ter paciência, mas algumas atitudes já são de praxe entre os mais nervosos. Contar até 10 (ou até mil, se necessário) é a mais conhecida e há quem garanta que funciona. No intervalo de tempo em que se está contando, a mente desvia o pensamento do problema e permite uma melhor percepção. Na hora do surto, vale respirar fundo e até levar a sério a brincadeira do “tá estressado, vá pescar”. A respiração lenta e profunda freia a ansiedade, assim como fazer um passeio e dar uma caminhada ajudam a espairecer.
Água de melissa, suco de maracujá e chá de camomila também têm efeito calmante. Mas, mesmo tomando essas providências, fique atento: dependendo da intensidade e da frequência dos ataques de nervos, você pode desenvolver uma doença.
A própria impaciência pode ser o sintoma de uma doença ligada aos transtornos de humor, como depressão e bipolaridade. Para a psiquiatra Carmen Baldisserotto, a falta de paciência não está só vinculada à quantidade de problemas que se tem.
– Quem não consegue passar por nenhuma situação um pouco mais difícil sem perder o controle com facilidade pode ter um problema sério. A pessoa deve procurar ajuda quando a impaciência, a irritabilidade, a brabeza, a raiva e o mau humor se tornam rotineiros e ela não consegue controlá-los.
Fonte do texto: http://revistadonna.clicrbs.com.br/noticia/paciencia-uma-virtude-dificil-de-colocar-em-pratica/. Acesso em 3 fev. 2017.














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