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Os Neandertais, e não os Homo Sapiens, foram os primeiros artistas da Terra

  • muralescolar
  • 26 de fev. de 2018
  • 1 min de leitura

Os seres humanos modernos conheceram neandertais, mataram neandertais e até tiveram filhos com neandertais. Prova disso é que praticamente toda a população mundial tem pelo menos 2% de DNA de Homo neanderthalensis – a excessão são as pessoas com ascendência 100% africana.


“Para mim, isso encerra o debate sobre os neandertais”, afirmou ao The Guardian João Zilhão, pesquisador da Universidade de Barcelona e um dos envolvidos no estudo. “Eles são parte da nossa família, sem grandes diferenças cognitivas. Eles não eram menos inteligentes. Eles eram só uma variação da civilização humana, que não existe mais.”


A descoberta foi recebida com ceticismo pela comunidade científica. Em entrevista à Nature, especialistas sem envolvimento no estudo questionaram a eficiência do método de datação utilizado. De maneira simplificada: há um camada de carbonato de cálcio (CaCO) acumulada sobre os desenhos. E ela contém rastros de urânio. O urânio é instável, e com o passar do tempo se transforma em outro elemento, o tório. O ritmo em que essa transformação ocorre é conhecido com precisão, o que transforma o mineral radioativo em uma espécie de relógio natural.


Não há nada que garanta que os rastros de urânio no CaCO têm a mesma idade dos desenhos. É possível que o carbonato de cálcio mais antigo, acumulado nas partes mais altas da caverna, tenha escorrido com uma ajudinha da água, e se fixado na frente dos desenhos. Os pesquisadores, porém, afirmam que dataram três camadas de CaCO, e que elas estão organizadas na ordem cronológica. Não tem pegadinha. “Nós não conseguimos pensar em nenhum processo que recristalizasse o carbonato sem tirá-lo da ordem estratigráfica”, afirmou Alistair Pike, da Universidade de Southampton, outro participante do estudo.



 
 
 

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