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A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, são qualidades do homem virtuoso.

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A eterna busca do ser humano foi, é, e sempre será, a felicidade.

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Esse bem supremo é desejado desde todos os tempos.

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Os grandes filósofos da antiguidade estavam convencidos de que uma vida feliz só se consegue com a prática das virtudes. Alguns filósofos modernos também chegaram a essa conclusão.

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Mas o que é uma virtude, afinal?

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Encontraremos várias correntes de pensamentos definindo o que são virtudes, mas há um consenso em torno de que sem virtude não pode haver uma vida feliz.

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A palavra virtude é derivada da língua grega, de um termo que significava força, poder.

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Assim, podemos dizer que uma virtude é uma força da alma, um poder, uma excelência. Pode-se ter um grande talento para as artes, e ser forte nessa área.

Dizemos que um excelente músico é um virtuoso, pois sua força está nessa especialidade.

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Ocorre que podemos ser fortes intelectualmente ou fisicamente, e usar todos esses poderes, ou forças, e ainda assim permanecermos infelizes, o que prova que  essas virtudes não são suficientes para nossa felicidade.

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Segundo os grandes pensadores, a virtude necessária para a conquista da felicidade é a virtude moral. Trata-se, sim, de uma força, de um poder, mas é de um poder que deverá ser exercido sobre si mesmo, sobre seus vícios, suas más tendências.

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Dessa forma, o homem que deseja conquistar virtudes está sempre disposto a empreender esforços constantes para fazer o bem e evitar o mal, porque sabe que sua má conduta lhe trará sofrimentos.

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E como se conseguirá isso?

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O primeiro passo é o autoconhecimento. Sem o autoconhecimento não há como empreender um esforço eficaz, uma vez que não se sabe por onde começar.

 

Conhecendo-se, o homem detecta suas forças e suas fraquezas, e poderá criar estratégias para fortalecer o que é bom e eliminar o que é mau.

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Para quem nunca se deteve nessa análise de si mesmo, os primeiros passos são sempre difíceis, mas com a persistência se chega lá.

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Opa! Já falamos aqui de uma virtude: a persistência.

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As virtudes são inumeráveis e estão interligadas entre si, como uma rede.

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Assim, quando se empenha esforço na conquista de uma, automaticamente outras serão adquiridas como consequência.

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Um segundo passo é buscar conhecer seus piores inimigos: os vícios.

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Podemos adiantar, desde logo, que o pai de todos os vícios é o orgulho.

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Se você algumas vezes se deixa dominar pelo ódio, pelo ciúme, pela inveja, a mágoa, a impaciência, a intolerância, quem está no comando de sua vida é esse poderoso vício chamado orgulho.

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O orgulho é uma imagem falsa que o homem faz de si mesmo, geralmente alimentada desde a infância, o que favorece o surgimento do egoísmo, que está na raiz de todos os males da humanidade, de todos os males sociais.

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A virtude contrária ao orgulho é a humildade. Ela é necessária para se começar a desenvolver as demais, pois o humilde parte sempre do princípio: “posso estar enganado”, enquanto o orgulhoso é sempre senhor de si, e julga ser o único detentor da verdade.

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Jesus foi o maior exemplo de humildade e Pilatos o de orgulho. A humildade é a virtude dominante em todos os homens de bem que passaram pela Terra.

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Sócrates, Confúcio, Buda, Gandhi, e outros tantos, eram humildes.

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A humildade muitas vezes é confundida com sujeição, passividade, desleixo, miséria, e por isso tida como uma qualidade dos fracos.

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No entanto, Jesus ensinou e viveu essa virtude com maestria, e hoje, mais do que nunca, se reconhece o seu grande valor intelecto-moral.

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É certo que precisamos admitir que ainda estamos longe de ser como Jesus, mas isso quer dizer que não possuímos nenhuma virtude?

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Oh, não! Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores.

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Assim, desde que se faça um esforço para evitar uma má ação, há uma virtude moral.

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O esforço deve ser voluntário e não forçado pelas circunstâncias ou pela falta de coragem. Se tudo for favorável para efetivar a ação e a ela se resistir, então está caracterizada a virtude.

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Considerando que o bem mais valioso, desejado por todos aqueles que buscam a felicidade, é a liberdade, e não se pode ser livre quando se é dominado pelos vícios ou pelas paixões, então nossa intenção é buscar um conhecimento que nos ajude nessa busca.

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Trataremos durante o ano, das principais virtudes, em pequenos textos, para que tenhamos uma noção sobre essas forças morais que, se bem utilizadas, nos garantirão a tão sonhada felicidade.

           

            Encerramos com esta intrigante frase de Sócrates:

 

         “A um homem bom não é possível que ocorra nenhum mal, nem em vida, nem em morte.” 

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Fonte do Texto: <http://www.filosofianoar.com.br/site/conteudo_txt.php?id=61&idioma=1>. Acesso em: 02 fev. 2017.

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